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Quinta-feira, 20 de Janeiro de 2011

B.I. do Sável

 

Figura 1 - Sável – Alosa alosa (Linnaeus, 1758) – sobre o fundo de um rio. Fotografia ref. [1.a].

 

Nome comum Sável

 

Nome científico - Alosa alosa (Linnaeus, 1758)

 

Hábitos e Habitat O sável pertence à família Clupeidae, na qual se incluem espécies como a savelha. De facto a semelhança morfológica entre ambas as espécies é notória. O sável é caracterizado por apresentar corpo fusiforme e comprimido lateralmente. As escamas são grandes, pouco aderentes, e prateadas. O dorso apresenta coloração azulada, e por vezes apresenta uma transição para o castanho ou esverdeado, enquanto os flancos são prateados. É geralmente bem visível uma mancha negra após o opérculo. Os adultos atingem o comprimento médio de 50 cm e um peso de 1,5kg. Excepcionalmente, em Portugal, foram capturados indivíduos desta espécie com 80 cm e com um peso de 5 Kg.

 

O sável encontra-se distribuído desde o sul da Península Ibérica até ao Norte de França e Ilhas Britânicas. Em Portugal, ocorre nas bacias hidrográficas dos rios Minho, Lima, Vouga, Mondego, Tejo e Guadiana. Esporadicamente, são capturados indivíduos de sável na bacia hidrográfica do rio Douro, embora actualmente aí não existam populações viáveis desta espécie, somente indivíduos erráticos.

 

Tal como a savelha, o sável é também um migrador anádromo – vive no meio marinho e reproduz-se em meio dulciaquícolas - e pode percorrer grandes distâncias para desovar. No meio marinho vivem a profundidades entre os 70 – 300 m de profundidade. No final do mês de Fevereiro os adultos aproximam-se dos estuários, agregando-se para dar início à subida dos rios no começo da Primavera, quando a temperatura da água varia entre 10ºC e 15ºC e o caudal é favorável. Os machos formam cardumes e são os primeiros a subir os rios, e só após cerca de duas semanas as fêmeas – cerca de um ano mais velhas do que os machos – seguirão os machos rio acima, chegando a percorrer mais de 700 Km desde a foz. Chegados ao local de eleição - com água bem oxigenada, substrato de cascalheira, e profundidade de cerca de 1,5 m - os cardumes de sável aguardam o cair da noite para desovar. O rodopiar das fêmeas seguidas por vários machos, produz um movimento ruidoso na água, conhecido entre os pescadores do Guadiana por “encharrique”. As posturas ficam à deriva, e os ovos eclodem decorridos 4 – 5 dias. Os adultos, que entretanto pararam de se alimentar durante a migração reprodutora, morrem na sua maioria após a reprodução apesar da tentativa de regressar ao mar. Só alguns sáveis conseguem realizar mais do que uma migração anádroma ao longo das suas vidas.

 

As larvas de sável recém-eclodidas medem apenas 6 – 8 mm, alimentando-se de zooplâncton. Ao atingirem os 5 – 6 cm de comprimento as larvas passam a denominar-se por alevins, e iniciam o regresso ao mar durante a noite, chegando aos estuários entre Agosto e Outubro. Permaneceram 4 a 5 meses em água doce. Enquanto alevins alimentam-se também de larvas de dípteros, crustáceos e de alguma matéria vegetal, além de zooplâncton. Os juvenis permanecem nos estuários durante um período de tempo variável, entre 4 a 6 meses, após o qual se dirigem para o mar. Alimentam-se de zooplâncton, crustáceos e de outros peixes.

 

No meio marinho, os juvenis crescem e preparam-se para a migração anádroma que se realizará entre os 2 – 5 anos de idade para os machos, e entre os 3 – 8 anos de idade para as fêmeas, assegurando a continuidade da espécie.

 

Tal como muitas das espécies de peixes migradores que ocorrem em Portugal, também o sável se encontra em perigo devido a várias actividades humanas. Esta espécie foi em tempos um recurso faunístico economicamente importante, e que se recuperado poderá voltar a ser sustentável.

 

Ana Caramujo Marcelino Canas

Bióloga Marinha

Coordenadora da Educação do Fluviário de Mora

 

Educação – Falas do Rio

Fluviário de Mora

www.fluviariomora.pt 

  

Bibliografia consultada

  1. Collares-Pereira, M. J.; Filipe, A. F.; da Costa, L. M. 2007. Os peixes do Guadiana. Que futuro?Guia de peixes do Guadiana português. Edições Cosmos. Chamusca. 294p.
  2. Vários, 2008. Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal. Assírio & Alvim/ICN, 659p.
  3. Vários, 2006. Plano Sectorial da Rede Natura 2000 – Vol. II - Valores Naturais - Peças escritas - Fichas de caracterização ecológica e de gestão: Habitats Naturais e Espécies da Flora e da Fauna. ICN
  4. Almaça, C. 1996. Peixes dos rios de Portugal. Edições Inapa, S.A. Lisboa. 129p.
  5. Bruno, S.; Maugeri, S. 1995. Peces de água dulce de Europa. Ediciones Omega, S. A. Barcelona. 209p.

Fotografia

[1.a] http://www.rios-galegos.com/pe5.htm 17-01-2011

 
Webgrafia consultada

1.1 http://www.fluviatilis.com/dgf/species.cfm?codspecies=aalo 17-01-2011

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publicado por verdinho_naturezabrincalhona às 12:01
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